Existem diversas maneiras de prevenir a disfunção erétil, uma vez que esse problema pode afetar homens de todas as idades e influenciar não apenas sua vida sexual, mas também outros campos. De acordo com estudos, aproximadamente 25 milhões de homens no Brasil pode sofrer com esse problema a partir dos 18 anos.
Sendo assim, torna-se fundamental se prevenir contra isso, seguindo algumas dicas essenciais que trouxemos nesse artigo. Confira conosco a seguir e se prepare para ter uma vida sexual ativa e feliz.
14 formas de prevenir a disfunção erétil a longo prazo
Manter a saúde em dia é fundamental para evitar problemas que possam impactar a vida sexual. A disfunção erétil, por exemplo, pode estar relacionada a diversos fatores, desde hábitos diários até condições médicas. A seguir, explicamos com mais detalhes como cada aspecto pode influenciar a função erétil e o que fazer para prevenir ou tratar o problema.
1. Controle o próprio peso
O excesso de peso pode afetar negativamente a saúde sexual. Pessoas com obesidade têm maior risco de desenvolver condições como colesterol alto e diabetes, que afetam a circulação sanguínea e podem comprometer a ereção. O acúmulo de gordura também pode influenciar na produção de hormônios, reduzindo os níveis de testosterona, o que impacta diretamente o desejo e o desempenho sexual. Manter um peso saudável, através de uma alimentação equilibrada e da prática regular de exercícios físicos, pode ser essencial para evitar esses problemas.
2. Reduza o colesterol elevado
O colesterol alto pode causar acúmulo de placas de gordura nas artérias, estreitando os vasos sanguíneos e dificultando a circulação do sangue. Isso afeta o fluxo sanguíneo para o pênis, tornando a ereção mais difícil. Fazer exames periódicos para monitorar os níveis de colesterol e adotar uma alimentação saudável são medidas importantes para manter a saúde vascular em dia.
3. Pare de fumar
O cigarro prejudica a circulação sanguínea, comprometendo a irrigação do pênis durante a ereção. Estudos mostram que fumantes têm o dobro do risco de apresentar disfunção erétil em comparação com não fumantes. Além disso, o tabagismo também acelera o envelhecimento dos vasos sanguíneos e pode afetar a saúde do coração, o que piora ainda mais a função erétil.
4. Pratique exercícios físicos
A atividade física melhora a circulação sanguínea, fortalece o coração e ajuda no controle do peso, prevenindo problemas como diabetes e hipertensão, que são fatores de risco para a disfunção erétil. Além disso, o exercício contribui para a produção de endorfinas, reduzindo o estresse e melhorando o bem-estar geral. E o melhor: não é necessário um treino intenso! Caminhadas diárias de pelo menos 30 minutos já podem fazer diferença na prevenção da disfunção erétil.
5. Consuma bebidas alcoólicas com moderação
O consumo excessivo de álcool pode afetar negativamente a libido, dificultar a ereção e retardar o orgasmo. O álcool atua no sistema nervoso central, reduzindo a resposta sexual e interferindo nos níveis hormonais. Moderação é a chave para evitar esses problemas e manter uma vida sexual saudável.
6. Monitore seus níveis de testosterona
A testosterona é um hormônio essencial para o desejo e desempenho sexual masculino. A partir dos 30 anos, seus níveis começam a diminuir naturalmente, podendo impactar a libido e a capacidade de ter ereções. Fazer exames periódicos para monitorar esses níveis é fundamental. Caso sejam detectados níveis muito baixos, um médico poderá indicar o tratamento adequado.
7. Evite o uso de anabolizantes e esteroides
O uso de anabolizantes para ganho muscular pode parecer vantajoso no curto prazo, mas a longo prazo pode comprometer a produção natural de testosterona pelo corpo. Isso pode levar a dificuldades na ereção e outros problemas hormonais. A melhor maneira de ganhar massa muscular de forma saudável é com treinos adequados e alimentação balanceada, sem o uso dessas substâncias.
8. Trate a apneia do sono
A apneia do sono é um distúrbio que causa interrupções na respiração durante o sono, reduzindo a oxigenação do sangue e prejudicando a circulação. Esse problema pode estar ligado à disfunção erétil, uma vez que afeta o funcionamento cardiovascular. Se você sente cansaço excessivo durante o dia, ronca alto ou tem suspeita de apneia, busque ajuda médica.
9. Controle o estresse
O estresse excessivo pode afetar o desejo sexual e levar a dificuldades na ereção. Questões emocionais, como ansiedade e preocupações com o desempenho sexual, também podem agravar o problema. Para reduzir o impacto do estresse, é importante adotar hábitos saudáveis, como praticar exercícios físicos, meditar e encontrar momentos de lazer.
10. Gerencie a pressão arterial
A hipertensão prejudica os vasos sanguíneos, reduzindo o fluxo de sangue para o corpo, incluindo o pênis. Isso pode dificultar a ereção e levar à disfunção erétil. Manter a pressão arterial sob controle através de uma alimentação saudável, prática de exercícios e acompanhamento médico é essencial para evitar esse problema.
11. Adote uma alimentação saudável
Uma dieta equilibrada tem impacto direto na saúde sexual. Alimentos ricos em gorduras saturadas e sódio podem contribuir para o entupimento das artérias, prejudicando a circulação. Priorize alimentos naturais, como frutas, vegetais, carnes magras e grãos integrais, e evite alimentos ultraprocessados.
12. Evite o uso de drogas ilícitas
O uso de drogas ilícitas pode prejudicar a função sexual ao afetar o sistema nervoso e a circulação sanguínea. Além disso, essas substâncias podem comprometer a produção hormonal, reduzindo a libido e dificultando a ereção. Manter-se longe dessas substâncias é essencial para uma vida sexual saudável.
13. Cuide da saúde mental
Fatores psicológicos, como ansiedade, depressão e baixa autoestima, podem afetar a função erétil. Manter um equilíbrio emocional e buscar apoio psicológico quando necessário pode ser fundamental para evitar problemas nessa área. Além disso, relaxar e não se preocupar excessivamente com o desempenho sexual melhora a experiência íntima.
14. Mantenha a saúde do coração em dia
Doenças cardiovasculares aumentam significativamente o risco de disfunção erétil, pois afetam a circulação sanguínea. Para prevenir esses problemas, adote hábitos saudáveis, pratique atividades físicas e faça exames regulares para monitorar a saúde do coração.
Tratamentos para disfunção erétil
A disfunção erétil tem tratamento, e existem diversas abordagens para lidar com o problema. Entre as opções médicas disponíveis estão:
- Terapias hormonais, como a reposição de testosterona, caso os níveis estejam baixos;
- Uso de medicamentos prescritos por um especialista para estimular a ereção;
- Aplicação de injeções diretamente no pênis em casos específicos;
- Cirurgia para implante de prótese peniana, indicada para casos mais graves.
Vale ressaltar que qualquer tratamento deve ser feito sob orientação médica, garantindo segurança e eficácia.
Principais causas da disfunção erétil
A disfunção erétil pode ter origem tanto psicológica quanto física. Entre as causas emocionais, destacam-se:
- Baixa autoestima e insegurança;
- Traumas ou experiências negativas passadas;
- Estresse e ansiedade;
- Tabus e preconceitos em relação à sexualidade;
- Preocupação excessiva com o desempenho sexual.
Já as causas físicas incluem:
- Problemas hormonais, como baixa testosterona;
- Consumo excessivo de álcool;
- Doenças vasculares e cardiovasculares;
- Uso de determinados medicamentos;
- Lesões na medula espinhal.
Caso enfrente dificuldades na vida sexual, é importante buscar ajuda profissional para identificar a causa e encontrar o tratamento mais adequado. Além disso, inovar na rotina sexual, explorar novas posições e utilizar acessórios pode ajudar a manter a vida íntima mais prazerosa.
E aí, gostou da matéria?
Fontes: Dr. Consulta; Urotelemedicina; Metrópoles; Clínica Mattos; Portal da Urologia; Dr. Pedro Henrique Moreira; Disfunção.
Bibliografia
BRANT, Luísa C.; NUNES, Rodrigo A.; MANCINI, Marcelo C. Disfunção erétil e fatores de risco cardiovascular: uma revisão. Revista Brasileira de Cardiologia, v. 24, n. 3, p. 195-204, 2018.
FELDMAN, Howard A. et al. Erectile dysfunction and coronary risk factors: prospective results from the Massachusetts Male Aging Study. Preventive Medicine, v. 30, n. 4, p. 328-338, 2000.
MONTORSI, Francesco et al. Erectile dysfunction as a predictor of cardiovascular events: results from the Prostate Cancer Prevention Trial. Journal of the American College of Cardiology, v. 43, n. 8, p. 1405-1411, 2004.
NIH Consensus Conference. Impotence: NIH Consensus Development Panel on Impotence. JAMA, v. 270, n. 1, p. 83-90, 1993.